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Manejo de micotoxinas

O que são micotoxinas?

Micotoxinas são produtos metabólicos secundários altamente tóxicos de fungos (mofos). Os fungos que produzem as micotoxinas prejudicam as safras, o que pode provocar grandes perdas econômicas em todos os níveis da produção de alimentos e de rações.

Além disso, muitas das micotoxinas têm efeitos danosos à saúde: causam doenças e até mesmo a morte de animais e seres humanos que consomem rações e produtos alimentícios contaminados. Atualmente, há mais de 500 micotoxinas conhecidas.

As mais preocupantes são divididas em seis principais categorias: aflatoxinas, tricotecenos, fumonisinas, zearalenonas, ocratoxinas e os alcaloides de Ergot.

Os fungos que as produzem se dividem em dois grupos: fungos de campo, que produzem micotoxinas nas plantações antes da colheita (pré-colheita), e fungos de armazenamento, que produzem micotoxinas principalmente após a colheita (pós-colheita). Os fungos Fusarium e Claviceps são na maioria das vezes considerados fungos de campo, enquanto Aspergillus e Penicillium são frequentemente referidos como fungos de armazenamento.

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As micotoxinas levam à queda da produtividade e da rentabilidade

Sintomas das micotoxinas nos suínos

Em geral, os suínos são os animais de produção mais sensíveis às micotoxinas. As aflatoxinas suprimem o sistema imunológico. O primeiro sinal de contaminação por aflatoxina na dieta é a diminuição do consumo de ração. Os sinais clínicos, dependendo do nível da contaminação, vão da redução no crescimento à hepatose e à morte. Dentre os tricotecenos, o desoxinivalenol e a toxina T-2 são os mais relevantes na indústria suína. A toxina T-2 inibe a ingestão de ração. O desoxinivalenol reduz a ingestão de ração e o crescimento e causa vômitos. As ocratoxinas são hepatotóxicas e nefrotóxicas, além de provocar outras toxicidades crônicas específicas. Os efeitos da intoxicação por ocratoxinas são a redução no crescimento e no ganho de peso e o surgimento de lesões renais. A zearalenona provoca principalmente efeitos estrogênicos nos suínos. Em fêmeas prenhas ela aumenta a ocorrência de abortos e natimortos. Nas demais fêmeas, a ração contaminada por zearalenona induz inchaço e vermelhidão na vulva, falsos estros e falsa gestação. As fumonisinas atingem o fígado, os pulmões e o pâncreas e causam edema pulmonar nos suínos.

Sintomas das micotoxinas nas aves

As aves também são sensíveis às diferentes micotoxinas e têm diferentes reações. As aflatoxinas são as toxinas mais imunossupressoras; no entanto, os frangos de corte são menos sensíveis do que as outras aves, como os patos, os gansos e os perus. Os tricotecenos do tipo A (toxina T, toxina HT-2, diacetoxiscirpenol) são muito preocupantes para as indústrias avícolas e provocam perdas econômicas em termos de produtividade. Eles são altamente tóxicos para as aves, especialmente as galinhas, devido à baixa LD50. Principalmente a toxina T-2, que leva à redução da ingestão de ração, do peso corporal e da qualidade dos ovos para reprodução e causa lesões orais. Pintos e perus jovens são altamente sensíveis às ocratoxinas. Essas são nefrotóxicas e podem impedir a ingestão de ração, o crescimento e a produção de ovos, além de enfraquecer a qualidade da casca do ovo. Os sinais da exposição às fumonisinas são a imunossupressão, a diminuição do peso corporal e do ganho médio de peso diário, bem como o aumento do peso da moela. Em comparação a outras espécies, como os suínos, as aves parecem ser menos afetadas pela zearalenona, ao passo que combinações de micotoxinas pode provocar perdas significativas relacionadas à fertilidade e à eclodibilidade.

Sintomas das micotoxinas nos ruminantes

Aflatoxinas, tricotecenos e zearalenona são tão preocupantes em ruminantes quantos em animais monogástricos. No entanto, os ruminantes adultos são geralmente mais resistentes aos efeitos da micotoxina do que os animais monogástricos. Isso porque alguns microrganismos do rúmen têm a capacidade de inativar as micotoxinas. Geralmente, os bezerros são mais sensíveis às aflatoxinas do que o gado adulto. As micotoxinas mais comuns, ou seja, as aflatoxinas, os tricotecenos e a zearalenona, são preocupantes para as vacas. Os sinais clínicos da ingestão de ração contaminada por aflatoxinas incluem a redução do consumo de ração e da produção de leite, diarreia, mastite aguda, perda de peso, distúrbios respiratórios, perda de pelos, danos ao fígado e imunossupressão. O metabólito M1 da aflatoxina passa para o leite no nível de 1% a 6% da aflatoxina B1 consumida. Vários estudos mostraram que os ruminantes são menos afetados pelo desoxinivalenol (DON) porque ele é metabolizado em de-epoxi menos tóxico no rúmen. Contudo, o DON é associado à redução na ingestão de ração e à menor produção de leite e gordura do leite em gado leiteiro. A toxina T-2 provoca perda de apetite e de peso, crescimento mais lento, gastroenterite, diminuição da produção de leite e da resposta imunológica em bezerros. Além disso, a toxina T-2 tem sido relacionada à síndrome do intestino hemorrágico por prejudicar a função imunológica. A zearalenona provoca, dentre outras coisas, processos reprodutivos anormais em bovinos, ovinos e outros ruminantes, levando a falsos estros, anestro, desenvolvimento mamário prematuro e abortos.

Controle de micotoxinas: identifique os riscos e adote a melhor estratégia

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Da colheita à ração, a produção de micotoxinas é um processo cumulativo. Ela é controlada por diversos fatores, principalmente pelas condições climáticas e pelas práticas agronômicas durante o crescimento da cultura.
Mas cada micotoxina tem seu próprio modelo de desenvolvimento, ou seja, a cada ano as plantações são contaminadas de forma diferente, tanto em termos de quantidade, quanto em tipo de micotoxina. Assim, o risco está sempre presente e em constante mudança.
Por meio de uma abordagem holística pode-se identificar o risco e adotar a melhor estratégia. Há décadas, clientes do mundo todo trabalham de maneira bem-sucedida com o nosso programa de controle de micotoxinas. Oferecemos uma abordagem integral que passa por todas as etapas da cadeia. A gama de serviços MycoMan permite que você identifique seus riscos, desde as matérias-primas até os animais.
As soluções Unike® Plus, Toxy-Nil® Unike e Toxy-Nil® protegem seu animal. Além do custo-benefício, fornecemos a proteção máxima contra um amplo espectro de micotoxinas.

 

Por favor entre em contato com seu representante local Adisseo sobre a disponibilidade na sua região.

 

Previsão de Contaminação de Grãos

A maior parte das micotoxinas é produzida durante o cultivo dos grãos por diversas espécies de fungos. Quando a matéria-prima chega, o produtor recebe grãos que já contêm diferentes Micotoxinas, antes mesmo de serem armazenadas. A contaminação dos grãos colhidos em um ano pode diferir dos padrões e níveis de micotoxinas de grãos colhidos em anos anteriores na mesma região climática. Assim, comprar grãos recém-colhidos é como um jogo de apostas para o produtor, que tem que lidar com uma contaminação desconhecida. Desta forma, a previsão/controle da contaminação da safra antes do armazenamento é a chave para organizar e planejar as ações para o melhor manejo de micotoxinas para o próximo ano.

Para auxiliar neste controle, a Adisseo oferece a seus clientes os serviços MycoMan, que abrange:

  • MycoMan Predict: previsão da qualidade dos grãos de milho e trigo;
  • MycoMan Análise de Safras:  avaliação das condições gerais da safra e da qualidade dos grãos de milho e trigo;
  • MycoMan Test (Rápido):  Avaliação da contaminação de matérias-primas.

 

Armazenamento seguro

Diversas estratégias podem ser adotadas para controlar o crescimento e desenvolvimento de fungos e, portanto, reduzir seus efeitos negativos na qualidade dos alimentos e das matérias-primas, e no desempenho dos animais.

Uma estratégia interessante é realizar o armazenamento adequado, pelo qual muitos dos problemas podem ser minimizados, caso os alimentos e matérias-primas sejam armazenados em silos limpos e bem ventilados. Uma segunda maneira de controlar fungos e os níveis de micotoxinas é o uso de produtos químicos, como inibidores de fungos.

Prevenir a perda de alimentos e da qualidade das matérias-primas durante o armazenamento é mais fácil, mais seguro e menos custoso do que recorrer a programas para compensar os alimentos e matérias-primas estragados. O objetivo de um procedimento eficaz de armazenamento desses insumos é evitar perdas de qualidade desde o momento em que são armazenados até o momento em que são utilizados. Para isso, é importante manter a contaminação por fungos no menor nível possível.
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ACESSE O ARTIGO TÉCNICO

Avaliação de micotoxinas na ração

Cada matéria-prima tem suas próprias micotoxinas, e, por isso, a avaliação das rações é essencial para evitar surpresas desagradáveis e um alto nível de contaminação.
O Programa de Manejo de Micotoxinas da Adisseo proporciona suporte a seus clientes com análises das rações em colaboração com diversos laboratórios independentes acreditados em todo o mundo, através do serviço MycoMan Test (Lab).
Com base na análise dos níveis das principais micotoxinas, o aplicativo para celular MycoMan® mostra a gravidade do impacto da contaminação nos animais, bem como oferece uma recomendação de quais produtos da Adisseo são mais adequados à situação, informando as dosagens apropriadas de acordo com uma análise de risco.

 

 

 

Proteção dos Animais

A adição de agentes inativadores de micotoxinas em alimentos contaminados tem sido considerada a abordagem mais promissora para reduzir o efeito negativo das micotoxinas. A Adisseo desenvolveu um portfólio composto pelos produtos Unike® Plus, Toxy-Nil® Unike e Toxy-Nil® , soluções diferenciadas para desafios específicos.

Toxy-Nil®: Proteção confiável contra níveis moderados de contaminação por micotoxinas

Toxy-Nil® Unike: Proteção poderosa contra contaminação por amplo espectro de micotoxinas

Unike® Plus: Máxima proteção contra os desafios impostos pela contaminação por amplo espectro de micotoxinas

 

 

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